segunda-feira, 19 de outubro de 2009

http://a.aaaarg.org/

this is probably the best stuff i've seen on the web in the latest few months or so. it's a big library of books and articles on critical theory, enough to keep someone busy for years.
makes me think that all this piracy that the information technology promotes is related to the global south like hot rainy summers are. and i'm absolutely sure 99% of those people in that big pirate library would be very glad to take part in this subversive solidarity and be copied without any authorization of their publishers.

sábado, 3 de outubro de 2009

standby

como temia desde o início, esta empreitada do post anterior toma uma parte muito maior do meu tempo que esperava. sendo assim, este espaço (quase nati-morto) se torna uma brincadeira de férias escolares...
[o flickr vai se atualizando aos poucos enquanto isso]

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

criei uma conta nova do flickr para usar de suporte às aulas de urbanismo e economia espacial, com imagens de satélite comentadas informalmente:

http://www.flickr.com/fmagalhaes/

domingo, 13 de setembro de 2009

http://www.liberation.fr/politiques/0101590658-alliances-a-gauche-la-fete-de-l-huma-reveille-le-debat

(ou http://translate.google.com/translate?prev=hp&hl=pt-BR&js=y&u=http%3A%2F%2Fwww.liberation.fr%2Fpolitiques%2F0101590658-alliances-a-gauche-la-fete-de-l-huma-reveille-le-debat&sl=fr&tl=pt&history_state0= )

seria possível uma proeza desse tipo nas nossas bandas? o PT e os partidos à sua esquerda se reunindo num debate aberto de idéias e projetos, numa tentativa de renovação dos planos de ação e de diminuir a fragmentação que assola o campo político à canhota regularmente? a resposta é não. em primeiro lugar porque o PT é governo, e se existe um ponto comum entre governos diversos - por mais diferentes que sejam (e por menos diferente que têm sido essa diferença, cada vez mais) - é o fato deles quererem se manter como governo, e disso se tornar uma prioridade. o outro fato que qualquer um sabe é que existe uma relação do poder acima do trono (mais uma vez, sem teoria da conspiração aqui) com o escolhido nas urnas que impede uma participação livre deste num debate de idéias - que teria necessariamente, na nossa situação, que passar pelo assunto do financiamento público de campanhas e do problema sério que é a ausência deste, o que está longe de acontecer, e muito menos de ser promovido pelo PT. e por último (mais uma coisa que já estamos todos carecas de saber) é que PT não é mais esquerda há muito tempo. talvez o PS francês se encaixe um pouco nessa categoria também, mas não num país onde a chefia é exercida por um sujeito que queria ser o W. Bush (quem sabe isso não acontece com o PT se/quando deixar de ser hegemonia!?).

ps: não gosto muito de falar mal do Lula abertamente com qualquer um, porque tenho medo dos leitores da Veja (e da audiência do Manhattan Connection) concordarem plenamente comigo, mesmo não conseguindo enxergar que atiro pedras do outro lado, diametralmente oposto ao deles. e estes caras (e.g. Diogo Mainardi) partem duma lógica que pra mim vem flertando com uma nova forma de fascismo (sic) neoliberal e de uma ditadura dos economistas muito perigosa [duma lógica do tipo, pra dar um exemplo de longe, dum economista regional americano, o Edward Glaeser, ser contra a re-construção de Nova Orléans depois do Katrina ser bancada pelo governo federal pelo fato da cidade ser "ineficiente" e da necessidade dela expulsar gente de lá pra lugares mais dinâmicos onde as pessoas não vão precisar de seguro desemprego e welfare em geral]

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ramadan em imagens

http://www.boston.com/bigpicture/2009/08/ramadan_2009.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

1001

= ))

http://nobrasil.org/1001-discos-para-ouvir-antes-de-morrer/

http://nobrasil.org/categoria/cds/1001-discos/

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Estado do Mundo (nos dois sentidos?) em BH

Na semana passada aconteceu em Belo Horizonte uma etapa de um evento internacional de grandes proporções a respeito do aquecimento global, a "Conferência Brasil 2020". Uma campanha de "liderança climática", nas palavras dos organizadores:

http://brasil2020.com.br/portugues/

http://www.worldforum.org/Brazil-August2009.htm

http://www.worldforum.org/index.htm

Várias questões: por que o evento não é divulgado amplamente? por que a universidade e os pesquisadores interessados não são convidados a participar? por que, além de alguns pouquíssimos acadêmicos convidados, somente a alta tecnocracia dos governos com grandes orçamentos e a alta cúpula das grandes empresas participam?

[Obs: se o patrocínio foi da Cemig, da Gasmig, do Governo de Minas e da Prefeitura de Belo Horizonte, trata-se de dinheiro público... mas por incrível que pareça essa é uma questão menor, nesse caso]

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

estes dias escutando o Book of Angels - série de 10 discos de composições do John Zorn interpretadas por diversos gênios do jazz atual. é uma seqüência ao primeiro "livro", uma série absurdamente boa de álbuns compostos exclusivamente para o Masada e o Bar Kokhba com o Marc Ribot (guitarrista do Tom Waits no Rain Dogs). no Circle Maker, album duplo que faz parte do primeiro livro e sintetiza bem a proposta, tem-se a idéia de que tentava-se provar alguma coisa - o velho jazzista experimental instrumentista reconhecido exclusivamente como tal afirmando sua capacidade de compor como ninguém. muitas vezes entra mais fundo num experimentalismo um pouco chato, mas 90% é duma consistência assustadora e insere temas musicais profundamente enraizados num contexto cultural/local específico no universo jazzístico, dum jeito parecido com o que fez a bossa (como uma leitura jazzística do samba) e de forma mais ampla aquilo que se firmou como o jazz brasileiro depois dela.
ao lado de alguns filmes, como o "Dias de Glória" e o "Paradise Now", os dois livros musicais se tornam uma boa trilha sonora pro mundo encolhido deste final dos anos 2000, do presidente norte-americano de raiz muçulmana sub-saariana de middle name igual ao do chefe de estado que seu predecessor levara à fôrca, e de outras coisas inesperadas deste início do globalismo. sem entrar muito na parte escorregadia dessa história, é um belo (des)encontro do próximo oriente (antigo) com o ocidental (pós)moderno...

alguma coisa do primeiro livro (do novo ainda não apareceu muita coisa por aí):

aqui e aqui

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uma outra peça fundamental da world music dos 2000 é o legado deixado (inclusive em descendentes!) pelo guitarrista do Mali, Ali Farka Touré, muito bem reunido no álbum Savane, facilmente um dos melhores discos dessa década. interpreta-se - até na fala do próprio Ali Farka - o blues como a música africana incubada por vários séculos no novo mundo, que se manifesta com centenas de anos de atraso devido à simples repressão anteriormente existente, e que décadas depois chega de volta à África via indústria cultural. é um pouco o que acontece na américa latina de modo geral (rumba, samba etc.), na sua versão norte-americana, e aqui levada de volta às origens. uma lógica do "eu te influencio e vc me influencia de volta muito tempo depois", e rapidamente o "produto" (devidamente despido de eventuais embalagens de supermercado) é incorporado como ingrediente sonoro, e misturado na circularidade da música africana tradicional e no jeito africano de se tocar guitarra elétrica que já vinha ganhando forma antes disso (aqui). o incrível resultado é um tipo de blues inédito, que ao mesmo tempo que não é nada estranho ao velho blueseiro de chicago ou nova orléans, é algo que ele nunca ouviu antes e nem poderia chegar perto de inventar.

ali farka, parte 1 de 6

sábado, 1 de agosto de 2009

the age of cyberwarfare enters into the official circuit of military conflict. in fact, as this report says, it could have already happened in Iraq just before the US invasion in 2003:

http://www.nytimes.com/2009/08/02/us/politics/02cyber.html?ref=global-home

this is big news. it means not only a new brand of tactics in geopolitical conflict, but also the official armed forces entering territory previously left for the intelligency people, and of course, guerrilla fighters and terrorists (as in the big media sense of the word) on the underdog side. as the internet becomes a major space of flows and encounters of all sorts in the global scale, here we are watching power and authority beginning to show its teeth around these circuits trying to get a grip on it. the fact that it happens ex post, after the network (and the global flows) had already grown up in size and weight and taken shape from bottom-up is huge. it looks like a return to a (post-medieval) historical period in which political power tried desperately to get a hold on what was going on outside its own scale, where the space where big things are really happening is outside the domain of the state and its authority. in fact, the so-called war on terror has already been a new brand of conflict, of the modern state against non-state actors without a specific territory under their rule, organized in networks whose nodes are spread around and can easily move from one spot to the next as vigilance gets closer.

[and of course free downloads and the recent international legal effort to criminalize them is another good example]

more on the subject:
Stuart Elden - Terror and territory
Saskia Sassen - Territory, authority, rights

mulatu astatke de volta

http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=106688606

http://www.bbc.co.uk/music/reviews/m2p2

domingo, 19 de julho de 2009

"Toda novidade não é senão esquecimento"
Sir Francis Bacon (através de Rodrigo Simões (através de Carlos Vainer))

"SOLOMON saith, There is no new thing upon the earth. So that as Plato had an imagination, That all knowledge was but remembrance; so Solomon giveth his sentence, That all novelty is but oblivion."

Of Vicissitude of Things

quinta-feira, 16 de julho de 2009

o preço a pagar

algumas observações a respeito do horário de verón em pleno inverno em BH:

[o primeiro fato é que os ingressos (muito caros desde a bilheteria) rapidamente atingiram preços exorbitantes: segundo relatos cruzeirenses, a meia entrada de geral estava sendo ofertada por cambistas a r$150 nos arredores do estádio antes do jogo]

- o que aconteceu com o cruzeiro ontem serve para mostrar que esta elitização da torcida no futebol brasileiro, que vem sendo ensaiada há alguns anos (sem sucesso porque ainda não conseguiram mudar por completo o perfil socioeconômico do torcedor-cliente) e que com a copa do mundo será praticamente inevitável, terá um efeito direto no que ocorre em campo;

- grande parte da "torcida" presente no estádio na partida contra os estudiantes tinha o mesmo perfil de frequentadores dos jogos (espetáculos, no mau sentido) da seleção brasileira no mineirão (torcida organizada em menor quantidade, frequentadores de shopping center em maior número);

- estes não estão dispostos a fazer o que o torcedor que vai a todos os jogos faz muitas vezes: virar as costas para o que acontece em campo e gritar e empurrar o time constantemente e principalmente, de forma incondicional (os únicos 5 minutos em que se sentiu a presença da torcida pra quem assistiu o jogo em casa foi entre os dois primeiros gols da partida, ou seja, a torcida só comemora, só reage depois que o time mostra resultado);

- a tensão (ou seria aflição?) coletiva nas arquibancadas é diretamente transmitida ao jogador em campo: torcedor com medo, jogador com medo;

- o fator anterior, para o jogador argentino, significa não somente uma partida disputada em campo neutro, mas também um incentivo a aproveitar este ambiente tenso em benefício próprio, o que eles sabem fazer com maestria - o que gera consequências no placar que os atleticanos* não encaram com nenhuma neutralidade;

- mais sobre o que acontece quando o futebol vira disneylândia de alto valor agregado pro torcedor-cliente (de alta renda): [tentei achar um texto genial da revista piauí de uns dois anos atrás a respeito da gentrificação do futebol na inglaterra pra inserir um link aqui mas parece que o depto. de marketing e vendas deles barrou a disponibilização de arquivos. basicamente: os torcedores antigos do arsenal são forçados a virar frequentadores de jogos de times de 3a divisão dos arredores de londres com os quais eles vão criando vínculo aos poucos. é como se depois de 2014 *nós atleticanos em tempos de vacas magras tivéssemos que nos contentar com o vila em nova lima no sábado à tarde porque o jogo do galo no pátio pampulha (outrora conhecido como mineirão) virou coisa de bacana e pesa demais no bolso...]